O artefato consiste em um recipiente cerâmico de formato circular, confeccionado por modelagem manual, com corpo volumoso, paredes espessas e contorno contínuo. A superfície externa apresenta acabamento alisado e tonalidade predominante preta; sobre essa base escurecida, destacam-se áreas em bege claro e em vermelho terroso. No bojo da peça, observa-se a representação de dois peixes, dispostos em lados opostos. As figuras apresentam grafismos compostos por linhas retas e curvas, sugerindo a representação das escamas, além de pontos distribuídos pelo corpo e a indicação da boca em baixo relevo. Embora as duas representações sejam semelhantes, nota-se que uma delas apresenta as nadadeiras pélvica e anal, enquanto a outra exibe apenas a nadadeira anal. Adicionalmente, os grafismos diferenciam-se entre as figuras: em uma, predominam pontos e linhas; na outra, sobressaem as linhas e a tonalidade avermelhada.
Makulatãitsãi

O objeto foi produzido pela indígena Yamunin e adquirido pelo antropólogo e museólogo Aristóteles Barcelos Neto em 27/03/1998 na loja de artesanatos indígena, Artíndia/FUNAI.
BARCELOS NETO, Aristóteles. A cerâmica wauja: etnoclassificação, matérias-primas e processos técnicos. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, Brasil, n. 15-16, p. 357–370, 2006. DOI: 10.11606/issn.2448-1750.revmae.2006.89727. Disponível em: https://revistas.usp.br/revmae/article/view/89727.. Acesso em: 20 maio. 2025.