MK - Mehináku

Localização: 

Até onde se tem conhecimento, os Mehinako sempre viveram na bacia do Xingu, na região dos rios Tuatuari e Kurisevo. Vivem também no Posto de Vigilância (PIV) Kurisevo, cujo chefe é um Mehinako que vive no local com sua família. O posto fica cerca de 40 minutos de carro da sede de Gaúcha do Norte, município muito freqüentado pelos Mehinako para compra de bens de consumo e negociações com a prefeitura, que é responsável pelas escolas da aldeia e do PIV Kurisevo.

 

Mapa de Ocupação: 

 

Dados Históricos da Comunidade: 
Os Mehináku são uma comunidade tradicional que habita a região do Alto Xingu, no Brasil. Eles são participantes assíduos no sistema de trocas dos povos do Alto Xingu e dividem o mundo dos humanos em três categorias: wajaiyu, kajaiba e putaka.
 
De acordo com os Mehináku, todos os povos alto-xinguanos, putaka, têm uma só origem e compartilham uma cultura comum. Eles acreditam que os wajaiyu são "índios selvagens" que vivem além das fronteiras do mundo alto-xinguano e que têm uma cultura diferente.
 
A história dos Mehináku é marcada por conflitos com os wajaiyu, que incluem os Ikpeng, Suyá e outros povos. No entanto, recentemente, os Mehináku têm buscado uma maior interação com os wajaiyu, especialmente em partidas de futebol, parcerias comerciais e articulações políticas.
 
Os Mehináku também têm uma relação complexa com os Karaiba, ou homens brancos, acreditam que eles são filhos do sol, assim como os próprios Mehináku, e que sua civilização tecnológica é uma dádiva dessa divindade.
 
No entanto, os Mehináku também têm dificuldade em compreender a diminuição da atuação política da Funai e a diminuição de presentes oferecidos no Posto Leonardo. Além disso, os Mehináku têm uma visão ambivalente dos brancos, que são vistos como um presságio de doenças em seus sonhos.
 
Apesar disso, os Mehináku têm buscado uma maior articulação com a sociedade nacional, especialmente com a prefeitura de Gaúcha do Norte. Eles também têm participado de projetos culturais, como a publicação de um livro com fotos e vídeo, e a apresentação de danças e cantos indígenas nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
 
Bibliografia Consultada: 
AGOSTINHO, P. (2008). Os Mehinako: uma comunidade tradicional do Alto Xingu. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.
 
COSTA, Maria Heloísa Fénelon. O mundo dos Mehináku e suas representações visuais. Brasília : UnB, 1988. 160 p.
 
MEDEIROS, M. do Carmo Ivo de. Uma abordagem preliminar da etnografia da comunicação na aldeia Mehinako Alto Xingu. In: SEKI, L. (ed.). Lingüística indigena e educação na América Latina. Campinas : Unicamp, 1993. p 377-85.
 
Ricardo, C. A. (2004). Os Karib xinguanos: uma sociedade tradicional do Alto Xingu. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.
Subcoleção Material/Técnicas: